o ano de 2025 foi, definitivamente, o ano mais desafiador de toda a minha vida. acho que nem consigo descrever tudo o que senti ao decorrer do último ano, mas, se fosse definir em uma palavra… na verdade, acho que também falharia se tentasse.
foi tão diferente que apenas uma palavra é pouco. posso selecionar várias: mudança; experiência; crescimento; aprendizado; autoconhecimento; despedidas; ciclos…
coisa de maluco! mas tudo isso me mostra uma coisa: eu vivi. eu vivi muito bem o último ano, de maneira extrema. meus acertos foram grandes, meus erros também. as despedidas foram muitas, e as novas pessoas que conheci, igualmente.
se tratando de pessoas, aquela música do Vitor Kley define bem: “quem fica, ficou; quem foi, vai, vai”. e não acho que isso é ruim; simplesmente é. faz parte da vida.
os desafios de mudar de país são coisa de louco, é quase começar a vida do zero. outro lugar, outra cultura, outro clima, outro idioma, outras pessoas… não existe muito conforto, é largar o certo pelo incerto. larguei uma carreira promissora para ir a outro país, estudar e trabalhar com qualquer coisa que me desse dinheiro para viver aqui.
já fui atendente, cleaner, vendedor, staff em evento… toda oportunidade de fazer bons euros foi agarrada até aqui. mas, com certeza, após uma faculdade e uma pós-graduação — em universidades renomadas em suas respectivas áreas — jamais me imaginei limpando banheiros para fazer dinheiro.
troquei o “certo” pelo “incerto”. tudo é novo, menos uma coisa: Deus. o meu Senhor é o mesmo, e Ele é quem tem me sustentado até aqui. Ele me trouxe, e Ele está me sustentando. isso é graça, nada mais.
aliás, feliz ano novo! já ia me esquecendo… na verdade, neste final de ano esqueci de tudo. estava tão vibrado em trabalhar, estudar, treinar (fazer acontecer — e foi para isso que vim) que, quando chegamos na semana do natal, tinha me esquecido que já era natal. me perdi no tempo; quando vi, já era dia 23 e tive que correr para comprar os presentes. mas, no final, deu tudo certo.
com certeza, digo que este final de ano foi o mais broxante de todos os que já vivi. sempre passei o natal com minha família paterna e o ano novo com a materna. e, em ambas, sempre fizemos grandes festas.
mas este ano foi diferente: um almoço singelo na casa da minha tia — e muito especial — com troca de presentes e um filme que assistimos em família. nada tão extravagante, mas ainda assim sublime.
o ano novo, por outro lado, foi mais um dia normal. trabalhei a semana inteira também. trabalhei dia 31 e dia 1 e não fizemos nada de especial aqui em casa. o que fiz de diferente foi, no dia 1, encontrar alguns amigos num pub depois do trabalho, e isso foi o que tornou meu ano novo mais alegre.
em ambas as datas liguei para minha família e alguns amigos. é ruim quando a saudade aperta, mas faz parte. tenho aprendido que a vida adulta é repleta de frustrações, sacrifícios e desconfortos. estou me conformando com isso.
apesar disso, foi uma virada de ano muito reflexiva. compartilhei alguns dos sentimentos de Salomão, quando, após uma busca hedonista por prazeres, chegou à conclusão de que tudo é vaidade. acho que a virada sendo mais um dia comum me fez refletir sobre isso.
no fim das contas, tudo é vaidade, e poucas coisas, de fato, importam. são elas: amigos, família, Cristo e alcançar os perdidos — não respectivamente nessa ordem.
- amigos, porque estes são a “família que escolhemos”. às vezes, nossos colegas são os que suprem nossas necessidades sociais, muitas vezes melhor que nossa própria família. e isso se intensifica quando se vive em outro país, longe de sua família. no fim, o que você tem aqui são as pessoas conhecidas: da escola, do trabalho, da academia, etc.
- família, porque… é família. parafraseando o Toretto em Velozes e Furiosos: “nada é mais importante que a família”. estes são os que, geralmente, mais vibram, amam, torcem. adoraria ter dado um longo abraço em meus pais e irmãos neste final de ano. meus avós, tios, tias, primos… mas uma singela ligação foi o possível, apenas.
- Cristo é o 01. o zero um do rolê tem nome: Jesus Cristo, o Filho de Deus. sem Ele, nada vale. posso conquistar tudo neste novo ano, realizar todos os meus desejos, mas se Cristo não for o primeiro, se eu não estiver na vontade do Pai, se não for obediente, tudo foi em vão. nada valeu; corri atrás do vento.
- alcançar os perdidos. se tratando de missiologia, o papel da igreja e de cada indivíduo a ela pertencente, no final, se resume a vidas. fazer o nome de Cristo conhecido, alcançar os que estão longe, compartilhar do cálice da salvação. este é o grande rolê da vida.
enfim, acho que isso. posso resumir tudo em:
- abrir mão de uma “vida boa” por um Deus bom;
- compreender que nada é sobre nós, mas tudo sobre Deus e um povo.
entender isso no início do ano já é um grande passo.
Deus abençoe.
até mais.