o conceito de graça é doído porque ele acaba com toda a perspectiva de autodignidade ou integridade.
é doído porque revela que, apesar de nós — e só desta forma é possível —, as coisas acontecem.
é doído porque nele Deus revela que o que temos é tudo aquilo que não merecíamos.
Moisés ensina previamente o conceito de graça em Deuteronômio 9, ao mostrar que a terra que eles estavam prestes a conquistar, bem como tudo o que Deus tinha feito por eles até ali, veio por conta da:
- bondade de Deus;
- iniquidade dos povos que ocupavam a terra;
- promessa de Deus a Abraão, que Ele estava cumprindo.
Deuteronômio 9:4–6 (NVI)
“Depois que o Senhor, o seu Deus, os tiver expulsado de diante de vocês, não digam a si mesmos: ‘O Senhor me trouxe aqui para tomar posse desta terra por causa da minha justiça’. Não! É por causa da impiedade destas nações que o Senhor vai expulsá-las de diante de vocês. Não é por causa de sua justiça ou de sua retidão que vocês vão conquistar a terra delas, mas por causa da impiedade destas nações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsá-las de diante de vocês, para cumprir a palavra que jurou aos seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó. Portanto, estejam certos de que não é por causa de sua justiça que o Senhor, o seu Deus, lhes dá esta boa terra para dela tomarem posse, pois vocês são um povo obstinado.”
não é diferente hoje. tudo é graça: desde a saúde — ou parte dela — em nossos corpos até o ar que respiramos.
e, mesmo que, compreendendo isso, larguemos nossas vidas para viver plenamente a vontade de Deus, é importante que entendamos algo:
nenhum sacrifício que fazemos por Ele é digno de recompensa.
não é meritocracia, é graça. se sacrificamos, é porque entendemos o que Ele fez. mas isso não nos torna melhores ou dignos.
apenas nos mostra que, graças ao entendimento que o próprio Deus nos deu, compreendemos quem Ele é e o que Ele fez.
Deus abençoe!
até mais.